Mostrando postagens com marcador Iate clube. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Iate clube. Mostrar todas as postagens

08/10/2015

O uso do poder publico como corpo de repressão



Que dia! Enquanto tomamos o nosso café da manha, recebemos uma visita inesperada, de muitos homens – entraram só uns cinqo, mas na frente da porta e na entrada da comunidade esperavam mais cinqo guardas municipais armados até os dentes, com metralhadoras na mão. Já sabemos de uma outra visita anterior, onde eles não nos acharam. Chegando também com cinco homens armados…  E tudo isso comunicado pela ASCOMVIBRA como troféu na luta contra… o que?!


Estou me perguntando o que esta acontecendo: a SUCOM vê interditar a nossa MEI em formação, ainda antes do prazo da formalização. Vem uma primeira vez, sem achar nada; vem uma segunda vez, sempre sem achar nada. Agora, foi a terceira visita. Sempre antes dos prazos estabelecidos por eles mesmos - e nos, na legalidade completa, seguindo os passos administrativos.

Parece bem estranho, não é?  A nossa casa é e sempre foi uma casa aberta, cheia de gente do mundo inteiro. É uma residência artística e de pesquisa, sem fins lucrativos, onde estamos construindo um projeto de Bem Viver. Recebemos amig@s artistas e pesquisadores do mundo inteiro para trabalhar juntos num conceito de uma sociedade mais justa, mais ecológica, mais feminista…

A SUCOM vem interditar – sem saber o que eles procuraram exatamente. Será que se trata do projeto de educação oferecido por uma Educadora de Arte, são as aulas de Capoeira, é produção musical - os nossos projetos para 2016? O sera a nossa hospitalidade, as visitas d@s noss@s amig@s? O trata-se simplesmente impedir de comentar no Blog www.casamatria.net?



Estamos incomodando alguém, propagando os direitos da comunidade, agitando contra um contrato de comodato ilegal entre o Iate Clube da Bahia e a Igreja da Vitoria, apoiado pela ASCOMVIBRA. 
As nossas atividades no dia dia, explicar detalhes desse contrato de comodato e as suas conseqüências de perca dos direitos de território á população da Vila Brandão, assim como facilitar o acesso aos direitos garantidos, chamando a intervenção da Defensoria Publica para apoiar os moradores, estão disturbando os grupos interessados num projeto de expansão imobiliaría facil.
Mas vivendo num pais democrático, respeitando as leis, protegidas pelas instituições democráticas e por um governo democrático, não vamos nos calar.
Casa Mátria é um espaço de sonhos, um lugar onde acreditamos num mundo melhor - num Bem Viver parar tod@s.  
E nem intriga, mentira o pressão institucional vão acabar com esse sonho.

PS: Só pra lembrar o assunto maior: O Iate Clube pretende tomar posse das terras verdes publicas da comunidade Vila Brandão para construir mais estaleiros - e oferece em contrapartida um contrato de comodato á Paroquia da Vitória, referente ao campinho da comunidade. A ASCOMVIBRA, associação de alguns moradores não legalizada, apoia essa ação.



11/03/2015

A última zona verde da Vitória está em perigo!

As obras estão começando hoje - descem tubos imensos do largo da Vitoria para colocar o concreto diretamente na ultima  zona verde publica da Vitoria, o acesso a praia esta sendo fechado… o Iate Clube se expande.

Mesmo que aquela área está protegida pelo Decreto Municipal como área não edificável.




Uma comunidade para proteger a zona verde publica


A Vila Brandão, com a sua localização privilegiada, uma comunidade de pescadores nas encostas da Vitória há 80 anos, é um reduto de resistência às tentativas de desapropriação, intimidação, especulação imobiliária etc...
Há 5 anos, chegou até o presidente Lula o ato contra a violência que a comunidade sofreu – a tentativa de desapropriação decretada pelo ex-prefeito João Henrique favorizando construtoras selecionadas, suas  “afilhadas”.
A Vila resistiu – mas a luta continua.
Nesse momento, é uma luta judicial, contra um contrato que parece sair do manual „como enganar pobre“. Se trata de um contrato de comodato entre o Iate Clube e alguns moradores da Vila Brandão. 

Comodato ou 20 milhões na mão - quem perde é a sociedade! 



@googlemaps:

20: zona vendida ultimamente por 20 mio. ao predio Wildenberg

W: zona de desmatamento para construção do predio Wildenberg
0: zona verde publica da Vila Brandão com valor 0.- de pretenção do Yate Clube
Y: zona atual de expansão do Yate Clube 


Esse contrato de comodato, que nunca foi discutido publicamente (nós, do projeto Casa Mátria, nem tivemos o direito de vê-lo) doa uma aérea do tamanho de dois campos de futebol mais a praia, tudo de posse da comunidade, ao Yate Clube. Para construir estaleiros!
Se trata da última zona verde pública da Vitória. 
O Iate, em contrapartida, pretende fazer uma “benfeitoria” a Vila Brandão: concretizar o campinho de futebol e transformar essa posse da comunidade em contrato de comodato de 25 anos.
Interessante é saber que a área localizada do outro lado desse campinho, de ca. 4.000 m2, de posse de uma família de classe media alta há só 30 anos, foi adquirida pela mansão Wildenberg, prédio de alto luxo em construção, por um valor de 20 Milliões de Reais.
Alguém entende porque um terreno na posse de uma comunidade, não vale nada e o outro, a 100 metros de distância, tem um valor imenso?

A outra questão que nos deixou com boca aberta é esse contrato de comodato.
Um comodato é um contrato entre duas partes que prevê que alguém (comodante) entrega a outro (comodatário) um bem imóvel, para ser usado temporariamente para que seja depois restituído em perfeito estado. O comodante guarda a propriedade da coisa e o comodatário adquire a posse…Mas, no caso do comodato entre a Vila Brandão e do Iate Clube, tem um detalhe interessante: o Iate se declara proprietário de uma zona que nunca teve a posse, a Vila perde os próprios direitos de posse e vira comodatário, com obrigação de, depois do uso temporário de 25 anos – ou menos, restituir o campinho de futebol ao Yate – em estado perfeito.


Tudo pelos socios do Yate Clube - nada pela população de Salvador?



Esse contrato é a realização do projeto do Yate Clube, já descrito na revista Yacht em 2011:
“O clube terá que crescer sempre
O projeto do novo estaleiro prevê ampliação de vagas secas e molhadas, alem de implantação de uma quadra de tênis!"

A capa da revista já nos mostra até onde irá o caminho – acabou a Vila Brandão, acabou o acesso dos pescadores ao mar, acabou a última praia pública da Vitória! O Yate pretende construir estaleiros de 3 andares em beira mar e fechar a ultima praia publica!

Queremos uma zona verde publica - um acesso ao mar para tod@s

A luta da Vila Brandão, junta aos moradores da Graça, da Vitória e da Barra continua:
Queremos um lugar para todos, uma zona verde de fácil acesso para a Vila Brandão e suas famílias, para os moradores da Graça, da Vitória, da Barra – para a cidade de Salvador.
Queremos uma praia viável para os nossos pescadores, para o projeto de natação do campeão de triátlon Alleyson Leite!

Queremos uma zona pública na beira mar, um mar de fácil acesso para mergulho, natação e stand up, uma zona de reflorestamento de mata atlântica para abrigar toda biodiversidade da nossa área – os pássaros, papagaios, micos que estão vivendo aqui.
A Vila Brandão, a sua zona verde e a praia dos pescadores são patrimônio público. Vamos salvá-la da especulação Imobiliária - da privatisação!